Seu iPhone está realmente seguro?

17 de Mai de 2025

Apesar da fama de ser mais protegido, o iPhone não é imune a ameaças digitais. Saiba quais são os principais riscos que podem comprometer a segurança do seu dispositivo.

É comum que muitas pessoas pensem: "é um iPhone, então estou seguro." De fato, o controle rigoroso da Apple sobre seus dispositivos e o ecossistema de aplicativos tem, historicamente, dificultado a ação de cibercriminosos, graças à sua abordagem conhecida como "jardim murado". A Apple também incorpora diversos recursos de segurança integrados, como criptografia avançada e a "conteinerização", que ajuda a evitar vazamentos de dados e limita a propagação de malwares entre aplicativos. Além disso, funcionalidades como logins com chave de acesso e várias configurações de privacidade ativadas por padrão reforçam ainda mais essa proteção.

O fato dos aplicativos para iOS serem, em sua maioria, distribuídos exclusivamente pela App Store - e precisarem passar por uma rigorosa análise antes da aprovação - tem poupado muitos usuários de dores de cabeça relacionadas à segurança e privacidade ao longo dos anos. No entanto, isso não significa que os riscos estejam completamente eliminados. Golpes e outras ameaças digitais continuam afetando usuários de iPhone, ainda que em menor escala do que no Android. Algumas ameaças são mais frequentes do que outras, mas todas merecem atenção e cuidados preventivos.

Enquanto isso, a nova legislação europeia conhecida como Lei dos Mercados Digitais (Digital Markets Act, ou DMA), criada para combater práticas monopolistas, busca garantir condições mais justas ao permitir que usuários do iOS utilizem lojas de aplicativos alternativas. Essa mudança histórica impõe novos desafios à Apple na proteção de seus usuários e pode ter implicações diretas para quem utiliza iPhones. Com a abertura para outras lojas, será necessário redobrar a atenção diante de possíveis ameaças à segurança. É razoável esperar que cibercriminosos tentem explorar essa nova brecha para fins maliciosos.

Para se adequar à Lei dos Mercados Digitais (na Europa), a Apple precisará permitir:

  • Que desenvolvedores ofereçam apps para iOS por meio de lojas alternativas à App Store. Isso pode aumentar o risco dos usuários baixarem aplicativos maliciosos. Mesmo aplicativos legítimos podem não ser atualizados com a mesma frequência que os disponíveis na loja oficial;
  • O uso de mecanismos de navegação de terceiros, que podem apresentar novas vulnerabilidades que o mecanismo WebKit da Apple não possui;
  • Que fabricantes de dispositivos e desenvolvedores de apps de terceiros tenham acesso a recursos de conectividade do iOS, como conexão Wi-Fi ponto a ponto e emparelhamento de dispositivos. A Apple alerta que isso pode obrigá-la a enviar dados sensíveis dos usuários, como notificações com mensagens pessoais, detalhes de redes Wi-Fi e códigos de uso único, a esses desenvolvedores, que teoricamente poderiam usar essas informações para rastrear os usuários.

Onde mais podem estar as ameaças no iOS?

Embora essas mudanças possam afetar "apenas" os cidadãos da União Europeia, há outras preocupações e possivelmente mais imediatas para usuários de iOS no mundo todo. Entre elas:

Dispositivos com jailbreak

Se você deliberadamente desbloquear seu dispositivo para permitir modificações não autorizadas, conforme a Apple define, isso pode violar o Contrato de Licença de Software e desativar recursos de segurança integrados, como o Secure Boot e a Prevenção de Execução de Dados. Além disso, seu aparelho deixará de receber atualizações automáticas. E, ao permitir o download de aplicativos fora da App Store, você se expõe a softwares maliciosos e/ou com falhas.

Aplicativos maliciosos

Embora a Apple faça um bom trabalho ao revisar os aplicativos, nem sempre acerta 100%. Alguns apps maliciosos detectados recentemente na App Store incluem: